terça-feira, 26 de abril de 2011

Nossa primeira apresentação



























Nossa primeira apresentação foi nesse sábado, dia 23 de abril. Fomos convidados pel o nosso amigo Radamés patrão do CTG Manotaço de Gramado. Nossa turminha estava muito ansiosa, a primeira apresentação depois de tantos ensaios, a noite, com um público grande, a ansiedade era enorme. 
Alguns pais foram junto, a Profe Lisi, mãe da Lara nos auxiliou com as crianças, e as famílias se mostraram muito parceiras. 
Como coloquei no post anterior, são laços que vão se formando. 
Foi oferecida também uma janta muito saborosa  para nossas crianças.
A apresentação foi maravilhosa, o grupo foi incrível, e no final dançaram o pezinho com alguns convidados.
Foi a primeira de muitas apresentações com certeza o que nos faz muito feliz e nos deixa orgulhosos de nossos Pequenos Estancieiros.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Ensaios









Nossos ensaios são assim, um grupo dança enquanto os outros assistem ou fazem alguma atividade em suas mesas. Todos que querem dançam, apenas duas meninas não quiseram participar, e não vamos obrigá-las, mas acho que logo vão querer participar também.
Depois trocamos os grupos, alguns meninos ensaiam mais vezes pois a turma só tem nove meninos.
Estou adorando esse começo de ano com nosso grupo. Sempre o começo é mais complicado, nos traz muitas incertezas, mas acaba dando tudo certo. sabemos que não agradamos a todos, mas fazemos o que podemos para ser justos e cumprir nossos objetivos.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Começo de ano!

Pessoal começamos mais uma ano de muito trabalho e diversão é claro.
Este ano começamos com tudo. Nosso Projeto Pequenos Estancieiros envolve os ensaios e apresentações que desenvolvem entre outras coisas, a concentração, a socialização, o respeito ao colega, a convivência com outras pessoas, o ritmo, o esperar sua vez, o trabalho em equipe e o resgate da nossa cultura gaúcha. Mas em nosso projeto, também trabalhamos toda a parte de cultura e símbolos gaúchos. Procuramos nas aulas trabalhar todos esses símbolos, e principalmente transmitir valores e uma postura que deve ter o peão e a prenda, postura essa de respeito, de carinho ao outro.

 Queremos que eles saiam no final do ano sabendo quem é o gaúcho, o que veste, o que come, como é o dia-a-dia, como se tratam prendas e peões, e assim eles vão internalizando o principal, que é o respeito e a amizade, porque durante as apresentações, laços se fortalecem.

Laços entre eles, entre seus pares de dança, entre a turma e as professoras, entre as famílias que se emocionam juntas, que vão ver as apresentações, laços esses que se fortalecem muito e que são inesquecíveis, que nos emocionam.


domingo, 3 de abril de 2011

Projeto Pequenos Estancieiros

JUSTIFICATIVA:

O DTG (Departamento de Tradições Gaúchas) Pequenos Estancieiros surgiu em 2002, na antiga Escola Municipal de Educação Infantil Pingo de Gente, coordenado pelas professoras da escola. Sua fundação objetivou-se em resgatar as danças típicas gaúchas bem como manter viva nossas tradições.
Desde 2009 procuramos resgatar esse projeto e torná-lo prioridade da turma (já na EMEI Professor Sylvio Hoffmann).

Resolvemos fazer uma transformação, tanto nas pilchas quanto na organização do projeto em si, tornando-o mais a cara da escola, já que esta se modifica ao longo do tempo, e levá-lo a destaque na escola e na comunidade, valorizando o trabalho dos alunos e a capacidade dos mesmos.
Sendo assim, trabalhamos os costumes gaúchos, ensaiamos danças e realizamos muitas apresentações. As apresentações não possuem fins lucrativos, pois nosso único objetivo é manter vivo o orgulho de ser gaúcho.

As danças gaúchas são a legítima expressão da alma. Em todas elas vê-se o  respeito a figura feminina, que sempre caracterizou o campesino rio-grandense. Todas também possibilitam extravasar a criativa teatralidade. As danças folclóricas gaúchas possuem a peculiaridade de serem evolucionadas aos pares. Este fato encontra justificativa na formação histórica do povo gaúcho, uma sociedade que se firmou e deitou raízes nesta terra através da participação da mulher.

As danças dos pares entrelaçados faz muito sucesso.
A mais típica representação tradicional do Rio Grande do Sul, no campo das danças, é o “fandango”.
As danças folclóricas são: Pezinho; Balaio; Carangueijo; Chula; Xote; Canaverde; Anu; Maçanico; Tatu com Volta Ao Meio; Tirana do Lenço; Rancheira de Carreinha e a Chimarrita.

As Danças de Salão tradicionais são: Valsa; Vaneira; Vaneirão; Xote; Milonga; Bugio; Rancheira e Chamamé.
Dentro do nosso grupo procuramos ressignificar a tradição gaúcha, buscando na escola um espaço para preservá-la e vivenciá-la. Para isso abordam-se aspectos culturais do Rio Grande do Sul no decorrer das aulas, articulando tais questões aos conteúdos do currículo escolar e a faixa etária.
Assim será possível levar os alunos da Pré Escola a resgatarem e ressignificarem algumas vivências do tradicionalismo gaúcho em seu cotidiano, para conhecerem e reconstruírem costumes e hábitos que, por muitas vezes, são esquecidos no tempo, pela evolução da sociedade.

Teóricos como Barboza (1996) e Fagundes (1996) apontam a importância de resgatar aspectos da cultura de nosso estado, mostrando possibilidades de inserir este assunto na educação formal do Rio Grande do Sul.
Uma vez que a escola é o reflexo da sociedade em que estamos inseridos se deve valorizar e trazer, para dentro da sala de aula, questões  vivenciadas no cotidiano, não esquecendo das questões pertinentes à identidade da cultura gaúcha.

Desse modo, reporta-se à importância de preservá-la no tempo e espaço em que estamos, não negando os avanços da sociedade, mas reconstruindo o seu significado a partir das perspectivas atuais, ou seja, ressignificando-a no contexto escolar.

A cultura tradicionalista gaúcha, quando não cultivada em seus Centros de Tradições Gaúchas (CTG), geralmente, é lembrada apenas pela sociedade durante a Semana Farroupilha, quando aparecem as tradicionais comemorações, fandangos, cavalgadas e propagandas comerciais referentes a este momento. Estas comemorações muitas vezes, esquecem o verdadeiro sentido da tradição, não a vivenciando em seu cotidiano ou também não valorizando questões referentes ao tradicionalismo que cultivamos em nosso dia-dia, como o simples fato de cevar e tomar o mate, fazer o churrasco ou o carreteiro, escutar músicas nativas, recitar poesias, conhecer lendas, participar de jogos e brincadeiras tradicionais, etc.

O ser humano tem uma necessidade de dominar as representações, imagens, símbolos ou significados e a cultura, além do real, é composta por estes elementos.  Todos conhecem a bandeira e o brasão Rio-Grandense, entretanto poucos sabem seus significados; muitos conhecem e até criticam a indumentária, porém poucos percebem seus detalhes e seu contexto; a grande maioria das pessoas toma chimarrão e come churrasco, entretanto não sabem que estão preservando a tradição. São nos simples fatos do cotidiano e nos conhecimentos do senso comum que está presente a essência do gaúcho e isso deve ser lembrado e apreendido na escola, para que não passe como algo desvinculado à cultura.

Nesse sentido, é preciso desmistificar a premissa de que só é possível cultivar a tradição gaúcha participando de espaços tradicionalistas e aceitar o fato de que podemos cultuar nossas raízes em lugares e espaços variados, começando pelas escolas, que são instituições de construção de conhecimentos. Assim, nós educadores, na variedade de funções que nos são atribuídas, devemos  contribuir para a divulgação, ressignificação e cultivo do folclore e tradição gaúcha. Como afirma Barbosa (1996, p.7 - 8):

                             Priorizo sempre o folclore e o tradicionalismo como intenção e recurso da educação sistemática. Tenho convicção de que, cada vez mais, as instituições (escola, centro de tradições, grupo comunitário) devem assumir o papel de resgate e transmissão de nossas raízes mais autênticas, o que antigamente era quase que exclusiva das famílias e do grupo social mais próximo.
No pressuposto de que a sobrevivência dessa cultura acontece mais facilmente e verdadeiramente no momento em que ela é conhecida e vivenciada desde cedo pelas crianças, acredita-se ser muito importante a disseminação e ressignificação do tradicionalismo gaúcho dentro do espaço escolar, abordando aspectos culturais do Rio Grande do Sul no decorrer das aulas e articulando aos conteúdos.

Do mesmo modo, este trabalho vem ao encontro dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), quando esse aponta como tema transversal a Pluralidade Cultural. Segundo esse documento (1997, p. 15):

                                  Esse é um trabalho que, embora complexo, pode ser prazeroso e motivador na sala de aula, por falar de perto da realidade de vida daqueles que ali ensinam e aprendem, pela enriquecedora oportunidade de conhecer as histórias de dignidade, de conquistas e de culturas e povos que constituem o Brasil, de tudo que, sendo diverso, valoriza a singularidade de cada um e de todos.

A escola deve tratar do desenvolvimento de atitudes e valores e da formação de novos comportamentos, tendo como desafio interligar os conteúdos que se aprendem na escola à vida da sociedade.

A cultura gaúcha é peculiar uma vez que é constituída pelas influências de várias outras culturas, como a indígena, espanhola, portuguesa, a negra, entre outras. Esse trabalho em sala de aula releva, direta ou indiretamente, a realidade social e cultural do aluno, pois traz também relações com muitas outras culturas.
Sendo assim nosso DTG, além das apresentações, procura trabalhar esses aspectos culturais do nosso estado, bem como a questão de valores dentro do grupo. É imprescindível que se procures mostrar aos alunos o respeito que devem ter com seu par, a força que o peão deve demonstrar e a delicadeza da prenda.
Para que estes valores sejam internalizados e apreendidos pelas crianças,  é preciso que eles vivenciem atividades que são inerentes ao gaúcho e assim adquiram valores de respeito e amizade para com o grupo.

Começou o ano

Começamos mais um ano cheio de expectativas e de muito trabalho. Já estamos ensaiando e aos poucos nosso grupo vai se fortalecendo.

Desejo ao meu novo grupo de dança um ano de muito trabalho, mas de muita diversão e descobertas.
E espero que meus alunos dos anos anteriores tenham novas descobertas e experiencias e que continuem contando conosco sempre que precisarem.